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Vernissage de “Portais da História” encanta visitantes com mistura de artes

Exposição está aberta para visitantes, até 19 de novembro

Na sexta, 19, o Salão de Artes Zé Trindade recebeu a exposição Portais da História do artista, Dawson Nascimento, realizado pelo Instituto Histórico, Geográfico e Ambiental de Iguaba Grande (IHGAIG), com o apoio da Prefeitura de Iguaba Grande. O evento reuniu artistas e admiradores das artes. Dawson, também, apresentou um repertório musical, com os músicos Jacieno Mendonça, baixista e Felipe Castro, guitarrista. Além, do amigo, Tião do Violão, que cantou “Vida na Roça” música de sua autoria.

Para o presidente do IHGAIG, Elias Marinho é um presente, que o artista está trazendo para o município: “Tivemos a iniciativa de trazer a exposição “Portais da História” de Dawson Nascimento, porque nos chamou atenção o trabalho diferenciado, que o artista apresenta no entalhe. E com o apoio da Secretaria de Cultura e da Prefeitura Municipal de Iguaba Grande conseguimos realizar”, concluiu o presidente.

O artista trabalha há 20 anos nesse projeto. Em 84 conheceu Ouro Preto, em Minas Gerais e integrou uma equipe do patrimônio Histórico de restauração do IPHAN, em capelas da região e hoje faz entalhos. Com cerca de 30 portas, em seu acervo; cada porta, leva em média, duas semanas, para serem finalizadas: “Eu tenho esse trabalho de pesquisa histórica, no qual procuro associar à arte, e nesse caso apresento a arquitetura colonial brasileira imperial de Minas Gerais e da arquitetura do Norte Fluminense”, informou Dawson.

Dawson, que também é músico, herdou a arte de seus avôs: “Lá em casa, somos uma família de músicos, meus avôs eram músicos, meu pai e meus irmãos, também. A arte foi brotando, em paralelo. Iniciei com modelagem em barro, quando era criança, e nos anos 80 comecei a trabalhar profissionalmente, com quadros. Eu não vivo de música, mas não vivo sem música”, completou.

Sandra Portto, curadora da exposição, também é artista plástica e conheceu Dawson em uma exposição, em Rio Bonito: “As obras dele são maravilhosas, este cara faz um trabalho emocionante”, elogiou Sandra.

O artista está estudando, junto com o Subsecretário de Educação e Cultura, João Gabriel Cortez a possibilidade de oferecer uma oficina gratuita de experimentação, mostrando como funciona o processo de criação e a técnica utilizada por Dawson. Segundo o subsecretário, a ideia surgiu do artista: “Ele se disponibilizou a vir alguns dias, durante o período da exposição, para ensinar o ofício do entalhe, com as técnicas dele, para as crianças da escola. E fiz um convite, o qual ele aceitou, para fazermos os portais da história de Iguaba Grande. A ideia é a gente retratar, desde o período dos índios, os donos da terra, passando pela chegada dos portugueses, pela construção da Capela Nossa Senhora da Conceição, pelos primeiros povoados, pela emancipação política até os dias de hoje”, revelou João Gabriel.

 

 

 

 

A apresentação do Coral Neller Madureira, que recebeu este nome, em homenagem a regente fundadora do grupo, mais conhecido, como Coral do CRI (Centro de Referência do Idoso), apresentou duas músicas, que emocionou e envolveu todos os presentes: “A escolha das músicas foi feita, porque trazem magia e reflexão; além do clamor pela paz. A música “Pra Cima Brasil” virou um hit, em Caxambu, quando nos apresentamos no encontro, que reuniu 51 Corais. O Coral, hoje, é muito mais do que entretenimento, é formador de opinião”, explanou Cláudio Santana, maestro.

Texto e fotos: Andréa Morais

 

 

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