Ações de fiscalização de construções irregulares em áreas ambientais terão prioridades

A APA dos Guimarães é considerada uma ZPVS, que corresponde às áreas com matas preservadas, onde não é autorizada a construção de edificações, habitações para morar ou realizar turismo. Nelas, são permitidas apenas pesquisas científicas ou construções de utilidade pública. Com isso, a preservação dessas regiões assegura a manutenção dos ecossistemas naturais do município.
O Secretário de Meio Ambiente, Francisco Neto, explicou a importância da preservação das APA’s no município e reforçou a conscientização dos moradores sobre construções irregulares. “Não é permitida a construção na área por ser um local voltado aos animais, à flora e fauna. Este local não tem saneamento, com isso, a edificação de casas vai prejudicar a área de preservação como, também, toda a cidade. Precisamos fazer com que as pessoas tenham a consciência de construir em locais autorizados e não em locais de preservação ambiental como esta”, disse Neto.
De acordo com o Técnico e Chefe de Fiscalização do Inea, é autorizada construção em ZPVS se for de utilidade pública como praças, unidades básicas de saúde etc. O técnico ainda ressaltou que qualquer 
O Subsecretário de Meio Ambiente, Paulo da Cunha, reforçou, ainda, sobre a Lei 6766/79, que apresenta regras sobre parcelamento do solo urbano, que só pode ser realizado mediante loteamento ou desmembramento, seguindo as obrigações desta Lei, nas esferas estaduais e nas municipais. Além disso, a Lei descreve prioridades para realização de loteamento que não existem no local da ação como vias de circulação, escoamento das águas pluviais e rede para o abastecimento de água potável, como afirma o Subsecretário. “Quando recebemos a Prefeitura no ano de 2009, nos deparamos com vários loteamentos que foram aprovados de forma irregular. Este atual governo está trabalhando para ordenar as construções. O loteamento não está registrado na Prefeitura e isso é considerado irregular. A ação não tem a intenção de prejudicar ninguém, mas sim de manter o ordenamento civil,” declarou Paulo da Cunha.
Texto: Lívia Lisle
Fotos: Andréa Morais